Adds em Apps, eis a questão!

Focada em desvendar o comportamento de consumo de mídia dos americanos, o relatório State of The Media 2011, da Nielsen, confirmou o que já se especulava em relação aos aplicativos: inserir adds em apps é a ferramenta mais eficiente para garantir a receita desse tipo de serviço. A pesquisa revelou que 51% dos usuários de smartphones e tablets não se importam em serem impactados por anúncios nos apps que baixam, desde que essa presença garanta a gratuidade de acesso ao conteúdo que os agrada.

Segundo Izabel Zanforlin, gerente de monetização da Nokia, diante da tendência mundial em disponibilizar gratuitamente aplicativos, os anúncios são a única forma de monetizar apps oferecidos a preço zero. Por outro lado, grande parte dos developers parece ainda enxergar a importância de uma interface limpa. Para o desenvolvedor Junior Albrecht, os adds podem dificultar a jogabilidade e o próprio uso do aplicativo. “Um anúncio, por menor que seja, necessita de bateria e memória de disco para funcionar em um app. Não gosto de propagandas”, diz.

Para solucionar esse impasse, já existem algumas alternativas para que os desenvolvedores ganhem dinheiro com anúncios não tão agressivos. Guilherme Schvartsman, fundador da empresa de aplicativos Best Cool & Fun Games, desenvolveu uma solução “developer-friendly”.Com uma base de 25 milhões de devices cadastrados, ou seja, informações específicas de perfil dos usuários, os anúncios são espécies de pop-ups com perguntas simples e rápidas específicas para cada perfil de público. A diferença é que esse estilo de add respeita a escolha do usuário – após uma ou três negativas, não há outras tentativas. Quer experimentar? Visite o site da Best Cool & Fun Games, empresa que está desenvolvendo a solução.

A pesquisa revelou ainda dados interessantes sobre o consumo de apss por categoria: 35% disseram que pagaram por games, enquanto 29%  baixaram aplicativos de mapeamento ou navegação e 27% abriram o bolso por apps relacionados a música. Também de acordo com a pesquisa, os usuários de mobiles tendem a usar 33 aplicativos em seus aparelhos, em média, entre pagos e gratuitos. (Veja infográfico)
2 Responses to “Adds em Apps, eis a questão!”
  1. Marc Halsberghe
    02.11.2012

    Duas coisas me chamaram a atenção, a começar pelos tais free & paid apps. Imaginando que estão falando dos apps que tem tanto a versão free com funcionalidade limitada quanto a versão paga com a funcionalidade plena, faltou o estudo apontar quantos usuários realmente fazem o upgrade para a versão paga, se é que isso é de alguma forma mensurável (imagino que seja)!
    Além disso, falta algum estudo relacionado a outra grande fonte de renda para os desenvolvedores, as in-app purchases. Acredito que as compras realizadas de dentro dos próprios apps são uma saída MUITO interessante para os desenvolvedores, principalmente (mas não somente) para os games!
    Já estou ansioso pelo próximo The App Date São Paulo!

  2. Olá, Marc Halsberghe
    Obrigado pelo comentário. Já existem muitas formas mesmo de monetização, vamos abordá-las nos próximos posts e nos eventos também. Agradecemos a contribuição e te aguardamos no The App Date SP!
    Abraço!


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